Quanto custa (realmente) tirar a carta de condução?

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Está a pensar tirar a carta de condução e ainda não sabe quanto lhe vai custar? Está a par de todas as despesas que terá pela frente? Partilhamos consigo alguns conselhos que ajudarão a poupar muito dinheiro.

O custo total

Não existindo nenhuma entidade reguladora, o valor total da carta de condução varia entre estabelecimentos de ensino de condução. Contactámos algumas escolas de condução para obter preços de referência e obtivemos a seguinte informação:

  • Em Lisboa o valor total da carta varia entre 350 a 500 euros, a pronto pagamento.
  • No Porto o valor total da carta pode variar entre 450 a 800 euros, a pronto pagamento.

Aconselhamos a que peça informações em várias escolas, se possível em concelhos diferentes. Por exemplo, existe uma diferença de cerca de 100€ no valor praticado nas escolas de Lisboa e nas da margem sul do Tejo.

Pode consultar a lista de todas as escolas de condução do país fornecida pelo IMTT aqui.

Todas as despesas, em separado

Nem sempre estão incluídas todas as despesas no preço anunciado pelas escolas. Deve por isso perguntar se o preço total inclui cada um dos elementos abaixo, e se algum não estiver incluído deverá certificar-se do preço praticado para que não seja apanhado desprevenido mais adiante:

  • Inscrição: incluído em todas as escolas (com emissão da licença de aprendizagem)
  • Atestado médico
  • Material didáctico: entre 18€ a 30€ (Código da Estrada, exames teóricos online/em CD)
  • Aulas de código: 28 aulas obrigatórias, incluídas em todas as escolas
  • Exame de código: entre os 70 a 80€ em Lisboa e os 100 a 150€ no Porto
  • Aulas de condução: 32 aulas obrigatórias incluídas em todas as escolas
  • Exame de condução: ronda os 90€ a 100€ em Lisboa e pode ir até aos 200€ no Porto
  • Emissão da carta de condução: 30€, pagos após aprovação no centro de exames

Todos estes elementos condicionam o valor final da carta de condução, e aqui encontramos as maiores diferenças nos valores praticados pelas escolas. Os valores que mencionamos são apenas indicativos, sofrendo alterações, nem sempre residuais, de escola para escola, o que se verifica na disparidade das taxas de exame.

Exemplificando, numa das escolas que contactámos, em Lisboa, o valor normal da carta custa 450€ - que inclui inscrição, oferta de atestado médico ou livro de código, aulas teóricas e práticas e exame teórico e prático. No entanto, existe actualmente uma promoção de Verão com a carta a 325€ - mas não inclui o exame prático, cujo valor unitário custa 98€. Assim, é essencial confirmar sempre o que inclui o preço total para não ser apanhado desprevenido.

Inquira ainda sobre a política interna da escola relativamente à assiduidade das aulas de condução, nomeadamente qual a antecedência mínima para avisar que vai faltar e as consequências de faltar sem avisar. O valor de uma aula avulso varia entre 20 a 25€.

Ao contactarmos as escolas a perguntar pelos valores de cada um dos elementos, percebemos que estas não estão habituadas a que se entre em tanto pormenor relativamente aos custos de cada um dos elementos da carta. Faça, por isso, todas estas questões e evite surpresas ao longo do seu percurso de formação.

Pagamento em prestações

A maioria das escolas possibilita o pagamento faseado da carta de condução. Este faseamento pode ser em forma de prestações mensais de igual valor, num prazo pré-estabelecido, ou então em montantes pagos no início de cada etapa da carta de condução.

Tenha em consideração, principalmente no caso das prestações mensais, que quantas mais as prestações mais cara a carta vai ficar. Embora as escolas não usem a palavra “juros”, a verdade é que a soma das prestações nem sempre corresponde ao valor pedido a pronto pagamento.

Considere adiar o início desta “aventura” de forma a reunir o valor total da carta para que a possa pagar a pronto. Esta será sem dúvida a opção mais barata.

Repetição de exames e aulas adicionais

No caso de reprovar num dos exames, terá que o repetir – o que acarretará custos adicionais.

A repetição do exame de código obriga ao pagamento da respetiva taxa e obriga-o a assistir a 5 aulas adicionais de código, normalmente gratuitas.

Repetir o exame de condução obriga às mesmas 5 aulas adicionais, mas neste caso são cobradas pela escola.
Ou seja, a repetição deste exame implica o pagamento da taxa mais 5 aulas, o que poderá significar um pagamento adicional de 200€ em Lisboa ou 300€ no Porto.

Prepare-se para o Código

Estude o Código da Estrada pelo livro e complemente com os testes multimédia, tanto nos computadores que a escola disponibiliza como em casa. Tem exames à sua disposição em sites como:

A maioria dos alunos foca-se apenas nos testes de código, esquecendo o “entediante” Código da Estrada. No entanto, existem mais de 3200 perguntas possíveis de saírem no exame, por isso desaconselhamos que estude para o exame apenas com base nos testes!

Quer tenha dúvidas ou não se sinta totalmente preparado para o exame, pode ainda assistir a mais aulas de código para além das obrigatórias, normalmente sem qualquer valor acrescido.

Prepare-se para a Condução

É um direito do aluno pedir mudança de instrutor, quer permanente, quer apenas por uma ou duas aulas. Isto permitir-lhe-á escolher o estilo de ensino com o qual se identifica mais ou pedir uma segunda opinião sobre se estará ou não apto para ir a exame de condução.

Relativamente ao exame, quando estiver perto do número de aulas obrigatórias, pergunte ao seu instrutor se já alcançou um bom nível de condução e se ele acha que irá concluir com êxito o exame de condução. Dado o valor unitário das aulas e do exame de condução, é preferível investir em aulas extra para se preparar melhor do que correr o risco de chumbar e pagar o dobro ou o triplo pela repetição.

Pode ver uma transcrição das ações avaliadas durante o exame prático aqui (Art.º 20.º da Portaria nº 536/2005 de 22 de Junho de 2005).

Conselhos finais

Antes de escolher uma escola, lembre-se que os amigos e familiares são excelentes fontes de informação, principalmente os que passaram por este processo nos últimos anos. Pergunte-lhes onde tiraram a carta, com que instrutor, quanto e como pagaram, e que conselhos lhe podem dar.

Com isto vai conseguir informações privilegiadas sobre preços praticados, prestações, qualidade dos instrutores, qualidade das instalações, problemas que poderão surgir e questões a ser levantadas. Muito embora o valor monetário seja o factor que mais pesa quando se pensa em tirar a carta, é também necessário considerar a qualidade do ensino prestado pela escola escolhida, a localização e horário da mesma, bem como os seus custos de deslocação e a possibilidade de o irem buscar ou deixar perto de casa, pois todos estes fatores acabam por se repercutir no valor final da carta.

Não se iniba nem tenha vergonha em perguntar e exigir respostas detalhadas, e acima de tudo não se deixe levar pelas promoções, sites de descontos e publicidade sem as estudar em profundidade.

Nem sempre o “Tudo Incluído” quer mesmo dizer que está tudo incluído.

(Todos os valores aqui mencionado são apenas indicativos, com base em informações prestadas por algumas escolas e através de pesquisa na Internet, não constituindo parte de nenhum estudo de mercado nem podendo ser consideradas uma amostra significativa de todas as escolas do país.)

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17 comentários em “Quanto custa (realmente) tirar a carta de condução?

  1. luis diz:

    Sim senhora Inês, mto bem redigido o texto, tens lá as informações necessárias para quem vai iniciar uma nova etapa de vida…o fato de ser tornar condutor…parabéns!!!

  2. Inês Ligeiro diz:

    Obrigada Luis. Espero que as informações que juntei sejam úteis para quem vai iniciar essa etapa e permitam um maior controlo dos custos associados à carta e, em última instância, alguma poupança :)

  3. António diz:

    Declaração de interesses prévia: Desempenho funções profissionais no setor de atividade do ensino da condução!

    Olá boa noite Inês,

    O texto está realmente interessante, porque lista com algum detalhe todos os itens correspondentes ao cardápio de serviços mínimos que devem existir nas escolas de condução. Por isso já merece os parabéns!
    Mas também lhe quero dizer que não está a considerar o efeito carteira de clientes vs receita média por cliente no preço que cada cliente, individualmente, poderá chegar a pagar pelo serviço prestado.
    Passo a explicar: Nenhuma escola de condução com o percurso descrito pela Inês e tendo em conta que pretende efetivamente prestar o serviço que se propõe ao cliente (porque se for apenas para possibilitar ter acesso ao título, dispensando o serviço é mais fácil!) consegue gerar custos dos input’s inferiores a 450/500 Eur. (para ligeiros – cat. B).
    Portanto, nunca conseguiriam sobreviver com os tais valores finais de PVP em redor dos 400 Eur. Então, como fazem, portanto?
    Tentam aumentar a receita média por cliente por todos os meios… mais ou menos éticos… Vejamos um exemplo, incluindo a tal “poupança” a que a Inês se refere, o tal pronto-pagamento. Posso surgir com uma pergunta já: porque será que existe uma discrepância tão grande em relação ao pagamento faseado? A Inês fala em juros… nããããã…
    Primeiro, trabalha-se para que o serviço não seja prestado – desmotivando o aluno através de um fraco nível de serviço, principalmente -; em alternativa, presta-se o serviço de forma deficiente – originando, assim, a possibilidade de receita adicional… repetições de prova e afins!). No seu estudo, teve oportunidade de referir o valor da prática avulsa (fora do pacote), não é? 20 a 25 Eur… pelo menos, mais 40% a 50% do valor implícito das práticas dentro do pacote normal! Uma ou duas repetições de prova geram um aumento considerável da receita – cerca de 500 Eur. no caso de 2 repetições! Mais o pagamento inicial de 400 Eur., quanto temos no final? Uma conta de 900 Eur.!
    Tente averiguar quantos dos alunos ficam com uma conta na escola de condução inferior a 500 Eur.? Uma percentagem mínima, seguramente não mais de 15%! Sugiro que possa investigar…
    Quando a transparência não é um valor em si mesmo e a estratégias de sobrevivência tomam as rédeas de um negócio – que deveria ao invés de ser tanto negócio, mais serviço de utilidade pública – temos destas coisas!
    Perguntas finais: Quantos mortes por ano na estrada? Quantos milhões de euros de prejuízos pessoais e materiais todos os anos? Qual é a % de PIB potencial “deperdiçado”? Quando falamos de habilitação legal para conduzir não era do papel das escolas – enquanto escolas – que deveríamos estar a falar? A Inês, em relação à qualidade do serviço, deixa um pé de página… no último parágrafo… é pena!

    • Inês Ligeiro diz:

      Caro António,

      Antes de mais, obrigada pelo seu comentário! :)

      O Boonzi pretende veicular artigos de literacia financeira, nomeadamente informação relativamente a despesas e potenciais poupanças que possam interessar à maioria das pessoas. Foi nesta sequência que fizemos esta análise, focando-nos maioritariamente na perspectiva financeira de tirar a carta de condução.

      Apesar disso, não conseguimos deixar de ficar surpresos com as políticas comuns de algumas escolas de condução, que o António reforça.

      Obrigada mais uma vez.

  4. Nuno Marques diz:

    eu gostava de entender a explicação para a diferença de preços. mas usando um exemplo real, na zona de Torres Vedras o valor aplicado por qualquer escola é de 750 euros.o que me faz questionar.Torres Vedras fica a 300Km de distancia???; o volume de negocio das escolas é igual???; ou será que ouve um acordo entre escolas para esse valor.isto porque fazendo a soma do valor em Lisboa 450+/- mais o custo de deslocação para 2 meses é +/- igual aos 750 euros.resultado por uma questão de tempo e conforto mais vale ficar por Torres Vedras.

    • António diz:

      Nuno, boa tarde! Uma pergunta de algibeira: Como é que o Nuno sabe qual é o valor final por um conjunto de serviços que não está fechado? Já diriam alguns mais avisados: as contas faço-as no fim! Porque não pergunta a um lisboeta honesto quanto gastou no final para ter a carta de condução? Iria ficar surpreendido com as respostas…. alguns deles confessariam 1,000 Eur e mais! Questão fundamental: As pessoas querem fazer um bom negócio quando tiram a carta de condução ou querem serviço de qualidade? É que às vezes somos enganados (este é o termo) e depois temos alguma dificuldade em assumir os “grandes negócios” que fazemos! Somos sempre nós que escolhemos…

  5. Inês Ligeiro diz:

    Olá Nuno.

    Ora aí está um perfeito exemplo de um dos nossos Conselhos Finais: Calcular não só o valor bruto da carta mas também, e indispensavelmente, os custos de deslocação de e para a escola. No seu caso é efetivamente compensatório manter-se por Torres Vedras.

    Dou-lhe ainda outro exemplo da disparidade de preços: a carta de condução na cidade de Évora ronda os 900 euros. Que diferença, não é?

    Relativamente à sua pergunta inicial, a razão pela qual as escolas em Lisboa praticam estes valores prende-se com a forte concorrência a que estão sujeitas, dado o elevado número de escoals no Concelho, bem como a presença de alguns grupos de escolas de maior dimensão.

    Espero que o nosso artigo o tenha ajudado na sua tomada de decisão!

    Obrigada :)

  6. Sara Maria Borges diz:

    É uma vergolha o preços cometidos nesta maravilhosa cidade de Évora…. existem 3/4 escolas e todas elas jogam com o $ da carteira dos Eborenses,tal é a vergonha que a 20km de distancia o preço baixa menos 100ers! será que não há forma de estes exploradores de cartas de condução se controlarem!!??? e!! serem controlados!??

    • António diz:

      Não conhecendo a realidade concorrencial de Évora, tenho duas premissas base: (1) a existir, a concertação de preços é proibida; deve ser investigada; (2) No entanto, e numa consideração mais genérica sobre o estado do setor em Portugal, tenho a dizer: na formação de um valor para um conjunto de serviços, como é o caso do curso a frequentar para habilitação legal de condução, a formação de preços decorre de vários fatores, sendo que o principal fator de custo é o pessoal (cerca de 50% do valor de uma estrutura de custos de uma escola de condução); a não ser que pratiquemos valores/hora equiparados a pouco mais de uma taça de arroz por dia (muito costumeiro, não no Alentejo, mas mais comum para os lados da Ásia!), o custo do conjunto de serviços mínimos exigidos para um percurso formativo em condições andará em redor dos 700 Eur. Isto com profissionais minimamente qualificados e motivados! Muitas escolas de condução andam abaixo do bottom line (desses valores) porque, ou necessitam de liquidez imediata – daí o pronto-pagamento ter descontos absurdos, não se sabendo muito bem, depois, em que condições se vão prestar os serviços (no limite, um encerramento selvagem já foi uma opção tida para alguns proprietários de escola de condução desesperados e com menos escrúpulos, que praticaram esses valores da “uva mijona”), ou então, dedicam-se, alegremente, a extorquir dinheiro aos indivíduos incautos que não se informam convenientemente como funciona o mercado da “falta de ética” em Portugal. Qualquer escola de condução pode alegremente dizer que tem um preço da carta tudo incluído de 400 Eur. e depois promover o insucesso dos seus alunos e rapidamente elevar a receita média por aluno para 900 Eur, 1000 Eur ou mais! Para já não falar, dos que nem sequer usufruem dos serviços e desaparecem porque a escola de condução não tem interesse nenhum em reter os alunos (já que as ofertas fantásticas de 400 Eur. só ocorrem se o cliente pagar a pronto… pudera! Depois é ver ser eles não metem lá mais os “butes”). Portanto, convém perceber efetivamente o que se passa em Évora! Eu, genericamente, coloco aqui o quadro do setor em Portugal! É triste, mas é assim!

  7. Existe agora também um novo website para fazer testes de código gratuitos, com as mesmas perguntas e imagens do IMTT. Temos conteúdos de estudo, como métodos para decorar velocidades entre outros. http://www.bomcondutor.pt

  8. Silvério diz:

    Boa tarde, eu apenas gostaria de vos dizer a todos, (Sr. António à parte) pseudo instrutores/proprietários de escolas de condução, se por acaso alguma vez se questionaram qual o custo de formação de um condutor. Já agora, não estamos inseridos num sistema capitalista? para que uma escola se mantenha em funcionamento tem que dar lucro, ou julgam que os veículos, os vencimentos , a electricidade, os computadores, etc, etc , etc não custam dinheiro e não avariam? Sou proprietário de uma escola de condução na região de Aveiro e a carta da categoria B na minha escola, com todas as taxas e manuais incluidas, e ainda o transporte custa 746.50 Eur. se pagarem a pronto têm um desconto de 50 Eur. sendo que o custo de formação de um condutor ronda os 600 Eur. Agora imaginem que uma escola faz 7 ou 8 inscrições por mês, acham que a margem de lucro é assim tão alta para ser mos apelidados de exploradores ? Só mais uma coisa, somos a escola com talvez os melhores resultados a nível nacional- entre Junho de 2013 e Janeiro de 2014, 70 exames teóricos , duas reprovações.54 exames práticos 4 reprovações, eu realmente não sei é ganhar dinheiro.
    Por ultimo, as aulas obrigatórias após reprovação não são grátis.

  9. Amaral diz:

    Caro Silvério, Lamentavelmente vulgarizou-se o ensino da condução com um “facilitismo” generalizado que tirar a carta é facil com preços nunca impensáveis, pois a carta nunca esteve tão barata como se encontra presentemente. Os alunos procuram o barato esquecendo-se que pagam para não ter qualidade, de ensino e consequentemente não adquirem comportamentos essenciais para a sua futura vida como condutor. As pessoas em geral esquecem-se também que tirar a carta com uma boa formação é um investimento para toda a vida mas 700 / 800 € acham caro. No entanto se fizerem uma simples formação tipo “informatica” após algum tempo fica desatualizada , pagam tanto ou mais dos valores que referi para a carta de condução (investimento para toda a vida). Como se não bastasse as pessoas ainda não adquiriram a consciência que conduzir uma viatura pode ser uma “arma” basta olharmos á nossa volta os inúmeros acidentes.
    Para terminar desejo-lhe que nunca se aproxime da sua zona um denominado grupo de Escolas que predomina por Lisboa e que provocou estes preços “baixos” não ensinando conforme determina a lei com o velho “truque” das inúmeras reprovações. (enganando os alunos)

  10. Paula diz:

    A minha filha anda a tirar a carta desde Agosto, fez o exame de código com sucesso no entanto, já foi duas vezes a exame de condução e não teve a mesma sorte:(…claro que eu sabia de antemão que isso acarretava despesas, o que eu não sabia era que ia cair numa burla, (pode não ser a palavra certa mas é assim que me sinto, burlada)…pagamos inicialmente 600€ pela carta de condução…pelo que está descrito na fatura esses 600€ incluem:
    Inscrição 96,34€
    Livro de código 16,98e
    Licença de aprendizagem 13,50€
    Requerimento de exame teorico 13,01€
    Requerimento de exame prático 32,52€
    Pagamento TOTAL de aulas práticas 170,74€
    Pagamento TOTAL de aulas teóricas 149,59€

    Tudo isto somado com IVA dá a quantia que paguei: 600€

    De referir que o numero de aulas práticas incluidas no preço foram 30 aulas!!

    Até aqui tudo bem…depois do exame teórico e depois da minha filha ter dado cerca de 20 aulas a escola comunicou-lhe que estava na hora de marcar o exame de condução, disse á minha filha que se ela tinha direito a 30 aulas para exigir dar as 30 aulas e que assim iria mais bem preparada para o exame, que todos sabemos que não é fácil!!
    Aminha filha comunicou à escola que só queria ir a exame depois de dar as aulas que tinha direito, a resposta da senhora responsável pela escola foi que: “não fazia isso a ninguém, logo também não ia fazer à minha filha, que o melhor seria deixar algumas aulas suspensas caso reprovasse no exame, mas que isso não iria acontecer porque o instrutor achava que a minha filha estava muito bem preparada”…foi a exame e, chumbou!!!

    Queria referir também que antes de ir a exame o meu marido foi à escola e pagou uma quantia que não posso indicar por não ter a certeza da mesma, mas posso dizer que passou de 40€, acho que tem que se pagar quando se marca o exame…não entendi muito bem porque depois de analisar a fatura vi que o requerimento de exame prático estava incluido no preço!!

    Depois do primeiro chumbo a minha filha deu 4 aulas de condução(as tais que ficaram por dar) pedimos um novo requerimento para ir a exame e pagamos 210€, que incluem :

    Requerimento de exame prático 32,52€
    Pagamento de aulas práticas e veiculo 138,21€ (que não deu!!!)

    Total com IVA 210€ (valor atribuido á reprovação)

    Mais uma vez antes de ir a exame voltamos a pagar a mesma quantia (+ de 40€) para pedir o exame!!
    Mais uma vez, aos olhos do instrutor a minha filha estava preparada para ir a exame e lá foi e trouxe o segundo chumbo!!

    Agora se quiser que a minha filha vá a exame outra vez terei que pagar OUTRA VEZ 210€, e se quiser que ela tenha aulas de condução terei que as pagar à parte, sendo que já paguei na primeira reprovação aulas que nunca teve!!

    Que todos temos que fazer pela vida eu entendo, que as escolas de condução tenham que ter lucro eu também entendo, só não entendo nem aceito é a falta de transparência e as ilegalidades…não sei quanto de deve pagar no caso de reprovação de um exame, seja ele de código ou de condução, nem sequer sei se esse valor está previsto na lei ou regulado,mas uma coisa eu sei…se estivesse não precisava de vir disfarçado na fatura como (aulas práticas e veiculo)!

    • Silvério diz:

      Boa tarde. Paula.
      O nº mínimo de aulas obrigatórias exigido por lei antes de requerer o exame prático são 32, e não 30. Mas o instrutor e o diretor da escola devem aconselhar o aluno, caso achem que não esta preparado, a dar mais aulas, (é preferível gastar mais 200 ou 250 Eur. em aulas do que em reprovações) . O aluno também não pode ser proposto a exame teórico sem lhe terem sido ministradas a totalidade das aulas teóricas e pelo menos uma quarta parte das aulas práticas (serão 8 no mínimo, no caso da categoria B). Em caso de reprovação são 5 as aulas obrigatórias, ( poderá e deverá dar mais algumas ) a incidir sobre o tema ou temas que motivaram a reprovação, seja exame teórico ou prático. Quanto às taxas obrigatórias são 13.50 da LA ; 13.50 para o exame teórico; 27.00 (por categoria) para o exame prático e 27.00 (por categoria) para emissão da carta, esta ultima só se paga uma vez por cada categoria, e o funcionamento deste pagamento é diferente: no publico as escolas de condução pagam quando pedem o exame e normalmente fazem refletir esse custo no preço final da carta, no privado normalmente o aluno só paga no dia em que é aprovado. As taxas nos centros privados de exame são por norma mais elevadas do que nos públicos.
      No caso que menciona,(reprovação da sua filha) para além da taxa de exame e das aulas obrigatórias deverá acrescentar o serviço de secretaria e o aluguer do veículo para o exame, (posso dizer-lhe com conhecimento de causa, que 210 Eur. está abaixo da maioria do País).
      Já agora acrescento que uma carta categ. B por 600 Eur. é muito barata, só os custos de formação atingem esses valores, pelo que um preço justo rondará os 750/800 Eur. +/- , e o preço médio das aulas de condução ( preço unitário) é de 25 Eur.
      Espero ter-lhe sido útil na explicação, pois como proprietário de uma escola de condução não gosto de ver a minha atividade ligada a práticas menos transparentes.

  11. Ste diz:

    Boa noite, gostaria que me indicassem as melhores escolas (com mais seriedade e qualidade de ensino) de condução em Lisboa. Estou mesmo a precisar decidir-me e não quero escolher uma só por ter o preço mais baixo. Desde já obrigado.

    • Olá!

      Agradecemos o comentário, mas temo que não o possamos ajudar nesse sentido. A pesquisa deste artigo incidiu apenas sobre o aspecto económico da carta de condução, uma vez que o Boonzi é um software de gestão de finanças pessoais. Boa sorte. :)

  12. Manuel diz:

    é obrigatório fazer o seguro para o dia do exame de condução?

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